A Universidade Federal de São Paulo/Escola Paulista de Medicina (UNIFESP-EPM) é uma universidade temática da área da saúde dedicada à educação, pesquisa e atendimento ao paciente. O seu campus inclui centros de ensino, pesquisa, treinamentos especializados, hospitais e bibliotecas, entre outros. Seu corpo docente e técnico, altamente qualificado, a coloca como um centro de referência nacional, e mesmo internacional.

A história da UNIFESP-EPM teve início na década de 30. Havia em São Paulo nessa ocasião somente uma Faculdade de Medicina. Em 1933, em uma casa situada à Rua Coronel Oscar Porto ocorria a “fundação de uma incipiente e promissora Escola Médica por um grupo de destacados jovens médicos, criativos, com alma de pioneiros, dotados de invulgar dose de entusiasmo, possuidores do desejado espírito de luta e imbuídos do continuado amor ao trabalho, que tiveram a ventura de transmitir às gerações que os sucederam, essa excelente soma de virtudes e idealismo”. Quando a Escola Paulista foi criada não possuía de seu um único metro quadrado, mas foi grande o ideal, e persistente a ação, dos fundadores. Como exemplo podemos lembrar que o ensino de clínica médica iniciou-se em 1936, para a 4a série do curso, com a disciplina de Clínica Propedêutica Médica, sob a regência de Jairo Ramos. As primeiras aulas práticas realizaram-se no Hospital Humberto Primo (depois Matarazzo), onde doentes, previamente selecionados pelo corpo docente, ocupavam temporária e voluntariamente leitos em área emprestada especificamente para o ensino de alunos da EPM. No final da década de 50 o Departamento de Medicina recebeu auxílio da Fundação Rockefeller. Este auxílio permitiu a instalação de laboratório de pesquisa e, fundamentalmente, propiciou estágios no exterior para jovens docentes e pagamento do “tempo integral geográfico” para docentes seniores. Criavam-se núcleos de pesquisa clínica e bases para a estruturação dos programas de Residência Médica e de pós-graduação stricto sensu na área clínica.

A EPM foi pioneira na construção do primeiro hospital-escola do país, na criação da estrutura departamental, na criação do curso Biomédico e do único curso superior de tecnologia em área médica. Desde o início a Escola ofereceu formação profissional de qualidade; simultaneamente ampliou seu horizonte intelectual, diversificou seus recursos humanos, enriqueceu-se em recursos materiais e aumentou significativamente seu espaço físico de atuação. Passou de escola profissionalizante a universidade de pesquisa. Pedra fundamental desta transformação foi a criação, em 1948, do primeiro núcleo de pesquisa básica na instituição. José Leal Prado e José Ribeiro do Valle iniciaram, em duas pequenas salas emprestadas da farmácia do HSP, o que viriam a ser os Laboratórios de Bioquímica e Farmacologia. Em 1956, ano da federalização da EPM, os Laboratórios instalaram-se em prédio próprio (Edifício José Leal Prado). Leal Prado, em 1966, liderou a criação do curso Biomédico. A nucleação da pesquisa, básica e clínica, e a criação do curso Biomédico foram definidoras do destino da EPM. A UNIFESP é hoje a mais produtiva das universidades brasileiras, considerada a relação entre o número de trabalhos publicados em periódicos de circulação internacional e o número de docentes.

Desde a fundação da escola, a visão dos professores tem sido que a eficiência na área da saúde só seria alcançada se houvesse diversificação na formação de profissionais competentes na área. Poucos anos após a criação do curso médico (1933) foi criada a Escola de Enfermagem (1939). O curso de Ciências Biomédicas (1966) foi criado visando a formação de docentes e pesquisadores nas áreas básicas da Medicina, e logo a seguir ocorreu a criação de mais dois cursos, o de Fonoaudiologia (1968) voltado para a formação de profissionais habilitados no processo de comunicação humana e em 1970 o curso de Ortóptica que com o desenvolvimento técnico científico da área transformou-se em curso de Tecnologia Oftálmica que capacita o profissional em diferentes técnicas e exames diagnósticos para participação na equipe de atendimento oftalmológico. A federalização da Escola ocorreu pelo Decreto Presidencial de 21 de janeiro de 1956.

A UNIFESP-EPM foi uma das pioneiras em implantar Programas de Residência Médica no Brasil. A Residência Médica foi iniciada em 1957 visando adequar a formação do médico com os avanços da medicina e as necessidades da sociedade. Em 2004 foram oferecidos 40 programas de residência oferecidos a 474 médicos residentes.Em 1970, foi criado o primeiro curso de pós-graduação na EPM. que evoluiu para as 39 áreas atuais, e vem formando pesquisadores, mestres e doutores para todo o país.

A terceira face da Unifesp é a extensão . Alem da atividade de assistência desenvolvida quer no Hospital São Paulo , seus ambulatórios, quer nos outros hospitais que administra, a universidade provê assistência, educação , orientação em saúde a várias comunidades , que têm como.marco inicial o Projeto Xingu, de assistência à população indígena do Parque Nacional do Xingú, iniciado em 1965.

Mas a história da UNIFESP não terminou: a transformação formal de instituição de ensino superior isolada, em universidade, consolidou o existente. É preciso projetar o futuro. Universidade especializada não pode ser apenas universidade pequena. Embora deva aproveitar as vantagens de ser universidade (sem as desvantagens do gigantismo), a universidade especializada deve ser de elite. O objetivo da UNIFESP é o de formar os melhores profissionais do país em sua área de atuação; nada menos do que isso. E, além disto, projetar seu futuro com a perspectiva de se consolidar como universidade de pesquisa.


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