1ª FASE

A prova de português da primeira fase da Fuvest é bastante genérica: as questões contemplam uma variedade grande de temas, buscando abarcar praticamente a totalidade do conteúdo programático do vestibular.

Seja na primeira ou na segunda fase, a Fuvest visa à avaliação da capacidade do candidato em ler, compreender, interpretar e relacionar criticamente informações e textos de toda natureza, bem como sua capacidade para mobilizar conhecimentos linguísticos na produção textual. Para tanto, o candidato deve conhecer a norma culta da língua escrita e também reconhecer outras variantes linguísticas. Com uma análise das provas dos últimos anos e munidos do conteúdo programático de língua portuguesa divulgado pela própria Fuvest, conseguimos elencar os conhecimentos essenciais que o candidato precisa dominar.

Com a mudança de foco na prova Fuvest, a atenção vai para a interdisciplinaridade, o que diminui drasticamente as chances de questões puramente teóricas serem abordadas. No entanto, por se tratar de um processo seletivo, a norma culta da língua, seus elementos e nomenclatura não devem ser negligenciados pelo candidato. É fato, contudo, que têm se tornado cada vez mais raras questões de gramática descontextualizada: até mesmo em questões com apelo gramatical, o candidato precisará lançar mão de seus conhecimentos em interpretação de textos para chegar à resposta correta, de forma a ser avaliada inclusive a dedicação do candidato à prática de leitura. Nas provas dos últimos anos, fica clara a preferência por questões que abordem a Gramática de maneira contextualizada, a partir da leitura e interpretação de textos reais. Na prova da primeira fase de 2014, por exemplo, podemos considerar que foram cobradas quatro questões de gramática, dentre as 17 questões dedicadas à Língua Portuguesa, e todas elas tinham amparo textual evidente.

Assim, em Gramática, quem estudou minimamente a "norma ortográfica" possui conhecimentos essenciais acerca das regras que regem o português para dar conta das poucas questões que tratam desse item gramatical isoladamente. O conhecimento mínimo de "morfossintaxe das classes de palavras" (flexão nominal; flexão verbal: expressão de tempo, modo e voz; correlação de tempos e modos; processos de formação das palavras; concordâncias nominal e verbal; regências nominal e verbal; pronomes; advérbios; conectivos) é pré-requisito mais do que suficiente para o vestibulando dar conta de questões com ênfase gramatical, mas principalmente para resolver sem grandes dificuldades questões que chamamos de "gramática aplicada", ou seja, as questões predominantes no vestibular da Fuvest que tratam da aplicação de conhecimentos a respeito da estrutura e do funcionamento da sua língua na interpretação de fenômenos linguísticos. De fato, na prova de 2014, foi exigido do candidato o conhecimento concordâncias, regências, verbos, advérbios, uso de conectivos e seleção e colocação pronominal. O mesmo vale para os conteúdos de "processos de organização da frase" (coordenação e subordinação; reorganização de orações e períodos), cujos conhecimentos técnicos adquiridos nas aulas de gramática permitem ao candidato, mais do que classificar, reconhecer o funcionamento e a diferença entre estruturas sintáticas diferentes, que provocam efeitos de sentido distintos. Na prova de 2014, uma das questões abordou esse tipo de conteúdo, exigindo que o candidato detectasse o sujeito de uma estrutura sintática específica. Não é diferente se você considerar as "estratégias de articulação do texto" (coesão e articulação de enunciados), que nos permitem saber distinguir uma estrutura linguística correta ou incorreta, possível ou impossível, adequada ou inadequada, para diferentes situações de enunciação.

Uma novidade em relação às provas de anos anteriores foi a ocorrência de uma questão de semântica em 2014: do candidato foi exigido o domínio do conceito de hiperônimo a partir da leitura de um texto literário. Isso mostra uma mudança de perfil do vestibular da Fuvest não só no que tange à concepção de gramática assumida, mas também à estrutura da prova, que é capaz de relacionar as três grandes frentes (Gramática, Interpretação e Literatura) da Língua Portuguesa em uma única questão, em vez de cobrar separadamente os conteúdos.

Em Interpretação de Textos, fenômenos textuais complexos que foram estudados de maneira isolada são relacionados e, juntos, constroem a dinâmica dos diferentes textos. A prova de 2014 cobrou duas questões desse tipo, excluindo-se as questões com viés mais literário, mas que não deixam de lado o caráter interpretativo. Com os "níveis de significação do texto" (significação explícita e significação implícita, denotação e conotação), o candidato deve ser capaz de 'ler nas entrelinhas', dando conta das questões que exigem um nível mais profundo de leitura, ultrapassando a materialidade linguística. Os aspectos da "distinção entre variedades do português" também estão presentes nas provas da Fuvest, e aparecem sob a forma de questões que mobilizam os conhecimentos sobre formalidade e informalidade, padrão e não padrão, segundo as normas sociais que regem a linguagem. A Fuvest cobrou, na prova de 2014, três questões que abarcaram esses conhecimentos, incluindo uma questão que exigia do candidato a detecção de jargões e de oralidade.

Com os conhecimentos sobre os "gêneros textuais" (dissertação: fato e demonstração; argumento e inferência / relações lógicas; narração: sequenciação de eventos; temporalidade; causalidade; descrição: simultaneidade / espacialidade na ordenação dos elementos descritores), o vestibulando deve estar munido de conhecimentos sobre o funcionamento da sua língua que abarcam praticamente todos os tipos de discurso existentes em português e, obviamente, as inúmeras questões da Fuvest que mobilizam tais funcionamentos discursivos. É interessante também atentar-se à atuação dos diversos recursos estilísticos, em especial às denominadas figuras de linguagem, em benefício da construção da expressividade do texto; em 2014, uma questão versou sobre esse assunto, relacionando-o a um texto literário de obra da lista. Por fim, sobre o tema "intertextualidade", várias são as questões possíveis, pois são aquelas que solicitam que o candidato leia mais de um texto para dar conta de uma única questão. Nesse sentido, espera-se, aos moldes da primeira questão da prova de 2014, questões que destaquem o diálogo entre linguagem verbal e não verbal.

Mais uma vez, vale observar que a interdisciplinaridade nas questões será uma das grandes norteadoras do processo seletivo; logo, espera-se que, além de todas as competências acima descritas, o candidato consiga relacionar conteúdos de outras disciplinas para responder corretamente às questões. Na prova de 2014, não houve nenhuma questão desse tipo; no entanto, isso já aconteceu no ano anterior, o que abre espaço para repetição. Para responder a uma questão dessa natureza, o aluno pode tanto se servir unicamente da interpretação do texto-fonte como da mobilização de conhecimentos de outras áreas.

Já com relação à Literatura, um bom repertório de leituras das obras básicas é de suma importância. O reconhecimento das produções representativas dos diferentes períodos literários brasileiros e portugueses e seus diferentes gêneros e modalidades, bem como seus elementos de composição, tanto em prosa quanto em poesia (citação de discursos: direto, indireto e indireto livre; recursos expressivos: ritmo e sonoridade) são habilidades frequentemente cobradas. Em 2014, o número de questões de Literatura pode ser considerado bastante expressivo: nove questões.

Dado que há uma lista de leituras obrigatórias, recomenda-se que o vestibulando leia-as integralmente, evitando simples resumos, que certamente não dão conta de contemplar a grandiosidade de cada obra, das características do autor e da escola literária em questão. Isso poderá, inclusive, deixar o candidato mais preparado para as questões que por ventura possam se relacionar com tópicos de Gramática e de Interpretação. Além disso, o conhecimento de outras produções pode contribuir para o enriquecimento da capacidade analítica do candidato, em especial a possibilidade de trabalhar facilmente com a intertextualidade, que é visivelmente cobrada pelo vestibular da Fuvest. Exemplo disso, em 2014, foram as questões que trabalharam com o romance “Til”, de José de Alencar, “Memórias Póstumas de Brás Cubas”, de Machado de Assis, “O Cortiço”, de Aluísio Azevedo, “Capitães da Areia”, de Jorge Amado, “Vidas Secas”, de Graciliano Ramos e questões que exigiam conhecimento da obra poética de Drummond. O foco aqui é filtrar vestibulandos com maior capacidade de raciocínio interdisciplinar e analítico. Assim, questões que trabalham duas ou mais obras também costumam aparecer. A Fuvest parece gostar desse tipo de questão, já que das nove questões de Literatura, três eram do tipo que trabalhava com várias obras ao mesmo tempo, exigindo que o candidato conseguisse relacionar aspectos que são similares ou que se opõem às obras abordadas.

Também há grande possibilidade de a prova abranger autores contemporâneos, com questões, entretanto, que exigem menos conhecimentos prévios e mais interpretação de textos: excertos de textos literários e transcrição de poesias para posterior interpretação certamente são encontrados na primeira fase da Fuvest. Outro aspecto importante com relação à Literatura é o fato de que a Fuvest busca trabalhar não só com as obras, mas também com críticas em relação a elas, exigindo do aluno algum conhecimento de crítica literária, de familiaridade com esse tipo de texto.

A prova da FUVEST, na sua primeira fase, tem se caracterizado nos últimos anos por ser uma prova que privilegia o domínio de conceitos. É uma prova bastante exigente, que apresenta questões que abrangem, geralmente, todos os componentes do programa de biologia do Ensino Médio.

Biologia celular e molecular são tópicos clássicos, que aparecem em quase todos os anos na primeira fase da FUVEST. Sobre isso o aluno deve compreender principalmente os processos de divisão celular (meiose e mitose), sabendo diferenciar seus produtos e compreender em que processos fisiológicos ambos estão envolvidos. Outros tópicos bastante abordados são os transportes através da membrana, além da estrutura e função das principais organelas citoplasmáticas. Metabolismo do DNA (transcrição e tradução) também é um tópico que costuma aparecer.

Ecologia e Evolução são temas que tem sido cobrados frequentemente sendo que a cada ano são cobrados conceitos diferentes dentro destes temas. Em ecologia aparecem questões sobre ecologia trófica, fluxo de energia e matéria em cadeias alimentares, além de sucessão ecológica e relações ecológicas. Já em evolução as teorias evolutivas, junto com a ideia de especiação são recorrentes.

Em Botânica, um aspecto fundamental cobrado é a evolução dos grupos vegetais e o ciclo diplobionte cada um dos grupos vegetais. Deve ainda conhecer as novidades evolutivas presentes em cada um dos grupos (vasos condutores, sementes, flores e frutos) e entender a importância de cada uma dessas características para a história evolutiva dos vegetais. Além disso, a fisiologia vegetal aparece em questões que se relacionam com fotossíntese, ou relacionando as 3 funções vegetativas importantes: absorção radicular, transporte pelo tecido condutor e transpiração foliar.

Zoologia é frequentemente cobrada através da associação entre as peculiares de certo o grupo e o seu habitat. É fundamental conhecer as características de cada um dos filos em Metazoa e de cada uma das classes de vertebrados.

Em Fisiologia, A banca da FUVEST geralmente cobra anatomia e fisiologia comparada entre grupos animais. Em fisiologia humana, os sistemas mais frequentes são circulatório e digestório, além dos mecanismos de defesa imunológica, que também ocorrem com bastante frequência.

Genética é outro tema bastante comum na prova de primeira fase da FUVEST. Deve-se dar especial atenção à compreensão do que acontece com cromossomos e alelos durante os estágios do ciclo meiótico. O candidato deve, ainda, entender os processos básicos de herança (1ª e 2ª Leis de Mendel, além de herança ligada ao sexo), identificá-los em heredogramas e calcular frequências genotípicas e fenotípicas. Um tópico do programa de genética que tem aparecido com regularidade nos últimos anos são as mutações (geralmente associadas à poluição ou à criação de variabilidade genética).

É característica da prova de primeira fase da FUVEST, portanto, ser uma prova abrangente, mas com questões clássicas, que são provavelmente familiares aos candidatos bem preparados.

A prova de Física da 1ª fase da Fuvest, desde a inclusão das questões interdisciplinares, passou a contar com cerca de dez questões em forma de teste, sendo que até então a prova era composta por doze testes (período 2003-2006). Por se tratar de uma avaliação de conhecimentos gerais, o que se pretende é apresentar uma prova que cubra os pontos mais importantes do programa de Física para o Ensino Médio e a capacidade de raciocínio interpretativo do candidato, com questões de dificuldade média.

A grande qualidade característica do vestibular da Fuvest se dá por originalidade e criatividade das questões propostas ao candidato. Algumas questões são tão originais que dificilmente são encontrados exercícios semelhantes em livros didáticos ou em vestibulares anteriores. O que se busca aí é que o candidato consiga aplicar, numa situação nova para ele, o mesmo conhecimento adquirido ao longo de sua vida escolar e que ele usava para resolver aquelas questões já repetitivas.

Outra característica da 1ª fase da Fuvest é a presença de algumas questões qualitativas, ou seja, aquela em que o candidato não fará contas com dados do enunciado para chegar a uma resposta numérica, mas por outro lado deverá fazer análise de gráficos, estabelecer comparações entre grandezas (maior, menor ou igual), situações do tipo "antes e depois" que a Fuvest tanto gosta, interpretar textos e figuras, relacionando-os com os conceitos de Física do Ensino Médio, determinar direções de movimentos na presença de campos elétricos e/ou magnéticos, em colisões, classificar afirmações em verdadeiras ou falsas. Especificamente, questões sobre Óptica, Fundamentos da Física, Eletrostática e Eletromagnetismo têm forte tendência de serem abordadas de modo qualitativo.

É importante lembrar ao candidato que em muitas das questões a Fuvest fornece alguns dados sempre no final da questão (os “Note e Adote”) que são cruciais para resolver a questão. Já houve casos em que a Fuvest forneceu equações que não condiz exatamente com o que se enquadra ao ensino médio. Como exemplo podemos citar que no vestibular 2012, a Fuvest apresentou uma questão na qual definia o “coeficiente de restituição” em uma colisão como a razão entre o quadrado da velocidade de afastamento pelo quadrado da velocidade de aproximação. O “coeficiente de restituição elástico” numa colisão é definido como a razão entre a velocidade de afastamento pela velocidade de aproximação. Entretanto a Fuvest aceitou a definição adotada na prova e não a definição encontrada nos livros didáticos.

Analisaremos sucintamente a incidência de cada uma das áreas da Física na prova da 1ª fase da Fuvest nos últimos anos. Com essa análise iremos verificar que uma grande mudança do perfil da prova ocorreu e questões “clássicas” no passado passou a incidir menos na prova. Faz-se necessário destacar que temos abaixo apenas uma análise do que foi cobrado recentemente na Fuvest, trazendo apenas indícios do que e como as questões poderão ser abordadas.

Cinemática - O conteúdo de Cinemática ara abordado, sobretudo, através de gráficos de movimentos tendo modificado este padrão nos últimos anos. Por diversas vezes o exercício apresentava um gráfico da velocidade em função do tempo e exigia que o candidato utilizasse o fato de que a área sob a curva nesse gráfico representa o deslocamento escalar para solucionar a questão. É costume da Fuvest colocar os movimentos uniformes (retilíneo e circular) e situações simples do movimento uniformemente variado na prova da 1ª fase, e deixar situações mais complexas de queda livre e lançamento oblíquo para a 2ª fase.

Dinâmica - Conservação da energia mecânica, trabalho e potência mecânica, e conservação da quantidade de movimento em colisões são assuntos que provavelmente aparecerão na prova da 1ª fase da Fuvest. Embora plano inclinado tenha sido um lugar comum em sua prova, nos últimos anos o assunto não foi abordado tendo sido abordado pela última vez em 2010, mesmo assimfoi cobrado em uma questão que abordava o assunto de forma qualitativa. O aluno deve ficar atento em problemas que misturam trabalho e potência de uma força externa na presença de um campo gravitacional uma vez que o trabalho da força peso deve ser considerado. Em geral é possível que o aluno deva usar o Teorema da Energia Cinética (trabalho da força resultante é igual à variação da energia cinética) e o Teorema da Energia Potencial (trabalho da força resultante é igual à variação da energia potencial). Nas colisões, geralmente aparecem perguntas sobre a variação da energia mecânica, já que essa não necessariamente é conservada (somente nas colisões perfeitamente elásticas, ou seja, com e = 1).

Estática e Hidrostática - São assuntos que frequentemente aparecem nas provas da 1ª fase da Fuvest. As questões de Estática costumam ser bastante simples, bastando impor que a soma dos torques em relação a algum ponto de apoio é zero para se chegar à solução. Algumas questões sequer faz-se necessário o uso do torque, sendo provavelmente criada apenas para verificar o conhecimento conceitual do aluno na área. Devemos dar destaque para situações em que temos tábuas ou blocos na iminência de descolarem do chão, situações em que a força normal se anula quando o corpo está prestes a entrar em movimento. Já em Hidrostática, seriam cobradas a definição de pressão (a razão entre a força perpendicular à superfície e a área dessa superfície), a lei de Stevin e o princípio de Arquimedes, muitas vezes em situações envolvendo gases ao invés da água.

Termologia - Assunto que aparece constantemente na prova. A mais comum envolve o aquecimento e a mudança de estado de um corpo submetido à ação de uma fonte de calor. Podem ainda ocorrer questões sobre equilíbrio térmico entre corpos colocados em contato a diferentes temperaturas, e também questões relacionadas às transformações sofridas por gases perfeitos (equação de Clapeyron e, principalmente, a Lei Geral dos Gases Perfeitos).

Ondulatória - Assunto que a Fuvest não costumava cobrar muito e que agora passou a ser recorrente na primeira fase. Este assunto foi cobrado a partir de 2010, sendo abordados conceitos variados, e não somente a relação fundamental da ondulatória (v = λ f), tais como obter informações como o período e o comprimento de onda a partir de gráficos fornecidos no enunciado, ondas sonoras, mecânicas e eletromagnéticas. Recentemente tem sido comum cobrar questões de interferência que relaciona a diferença de caminho para se obter interferência totalmente construtiva e totalmente detrutiva. Também é importante lembrar que no vácuo, todas as radiações eletromagnéticas (e não somente a luz) viajam com a mesma velocidade c = 300 000 km/s. Outro assunto que pode aparecer é a identificação de determinada radiação no espectro eletromagnético sendo necessário lembrar que a radiação βe αnão são de fato radiação e sim partículas sendo o elétron e o núcleo do átomo de Hélio, respectivamente.

Óptica - Na primeira fase, as questões de Óptica são quase sempre qualitativas, exigindo do candidato a noção de simetria da imagem em relação ao objeto no caso de espelhos planos, e do traçado de raios notáveis para lentes e espelhos esféricos. Deve também conhecer as regiões em que ocorrem imagens reais ou virtuais, direitas ou invertidas, maiores ou menores que o objeto, e lembrar que uma imagem sempre virtual, direita e menor que o objeto real só pode ser obtida com um espelho convexo ou com uma lente divergente.

Eletrostática - A interação entre cargas elétricas (Lei de Coulomb), o movimento de uma carga elétrica próxima a outras cargas e o campo elétrico criado por uma distribuição de cargas eram os assuntos que mais apareciam na primeira fase, embora a eletrostática tenha sido pouco cobrado nos últimos anos. Uma questão cobrada pedia conceitos de campo elétrico apenas qualitativamente, pedindo apenas que o candidato determinasse a direção do campo elétrico resultante. O conceito de variação da energia potencial elétrica, associada ao trabalho da força elétrica apareceu em 2013. Vale lembrar que cargas elétricas de mesmo sinal se repelem, enquanto cargas de sinais contrários se atraem, e que cargas positivas criam campo elétrico de afastamento enquanto cargas negativas criam campo elétrico de aproximação. Outro assunto que já apareceu diversas vezes é a indução eletrostática, associada a outros processos de eletrização como o contato e o atrito. Lembremos que somente os condutores sofrem indução eletrostática, e que nesse caso as cargas se separam migrando para a superfície do corpo.

Eletrodinâmica - Era um dos assuntos preferidos da Fuvest para a primeira fase, onde tradicionalmente eram cobradas associações de geradores e resistores em circuito, potência gerada e dissipada (P = U i), e instrumentos de medida (amperímetro e voltímetro),mas em 2013 voltaram a aparecer duas questões desse tipo. Recentemente, a maioria das questões de eletrodinâmica têm abordado valores fornecidos a partir de gráficos onde os elementos do circuito não possuem comportamento linear (não são necessariamente “ôhmicos”). Possivelmente a intenção seja avaliar a capacidade interpretativa do candidato e não que ele tenha memorizado uma ou outra equação. Em muitos enunciados apareciam descrições dos valores nominais (voltagem e potência) de funcionamento para alguns elementos como lâmpadas, por exemplo. Nesse caso, quando a lâmpada funciona com os valores nominais, podemos encontrar sua resistência e a corrente que a atravessa diretamente, usando as fórmulas de potência P = U.i = U2/R (é importante salientar que questões dessa forma podem ser cobradas e que os valores nominais são fornecidos como, por exemplo: 8W - 12V. Aqui entende-se que o dispositivo terá potência de 8 W caso fora-lhe fornecido uma d.d.p. de 12 V). Em outras situações, a lâmpada está propositadamente funcionando fora de suas condições nominais, e nesse caso o que se pede é para comparar as condições de funcionamento com e sem essas condições.

Eletromagnetismo – Tem sido um assunto menos abordado ultimamente, embora já foi um lugar comum. As questões mais recentes foram qualitativas sendo que uma delas abordava linhas de campos: vária figuras apresentavam linhas de campo e pedia-se para identificar quais poderiam ser linhas de campo magnético e elétrico. Neste caso o aluno deveria lembrar que linhas de campos magnéticos estáticos são sempre fechadas. Outra questão envolvia cargas elétricas em movimento imersa em campos magnético e elétrico.

Fundamentos da Física - É uma forte tendência a abordagem de questões mais gerais, que envolvem consumo/transformação de diferentes tipos de energia, relações entre grandezas vetoriais e escalares, podendo estar relacionadas aos outros assuntos de Física. Geralmente é pedido para se calcular o valor de uma conta de energia elétrica, o volume ou a massa de um combustível consumido, o volume de chuva em uma determinada região, a temperatura atingida por um corpo ao receber uma quantidade de calor que deverá ser calculada pela interpretação de um gráfico, por exemplo. "Novas grandezas" costumam confundir o vestibulando, pois não há fórmulas para elas, sendo importante o entendimento da unidade, como acontece com o poder calorífico da gasolina (cal/L, por exemplo), que deve ser interpretado pelo candidato como uma razão entre energia e volume.

A primeira fase do vestibular da Fuvest busca uma compreensão integrada do espaço geográfico a partir dos conceitos estruturantes da Geografia. Trata-se de uma prova densa, bastante abrangente, e com nível de dificuldade médio a elevado.

Podemos observar uma tendência a privilegiar questões de Geografia do Brasil com ênfase nas temáticas: estrutura urbana e social brasileira; Dentre as questões econômicas podemos esperar na prova questões sobre produção agropecuária nacional; localização espacial de atividades econômicas, recursos minerais, produção de energia, e formas de escoamento da produção; consequências do neoliberalismo; comércio interno e exterior brasileiro; características da estrutura sócio-econômica); Cai também questões de geografia física (circulação atmosférica; macro-estruturas do relevo e processo de gênese; unidades do relevo; características das formações vegetais; recursos hídricos e potencial hidrelétrico das bacias hidrográficas); Em geografia humana cai as questões agrárias (processo histórico de desenvolvimento das atividades econômicas; modernização da agricultura; estrutura fundiária e conflitos no campo; localização espacial de regiões produtoras); Questões urbanas (estrutura da rede urbana; metropolização; problemas sócio-ambientais associados ao crescimento desordenado das cidades); Elementos de População/Social (populações tradicionais; demografia).

As questões de Geografia Geral são elaboradas em torno de cinco temáticas centrais: Economia (fluxos e redes; efeitos da globalização; comércio internacional, seus acordos e órgãos reguladores; processo histórico de industrialização; recursos naturais; comparação entre diferentes modelos de desenvolvimento econômico); Física (climograma e tipos de climas; processos geomorfológicos; características e localização de formações vegetais; biodiversidade; processos tectônicos); Política (nova ordem internacional; conflitos contemporâneos; blocos regionais); População/Social (demografia; movimentos migratórios; indicadores sociais); Cartografia (escala; tipo de projeção; pontos cardeais; fuso horário).

Para realização de uma boa prova, fica a seguinte dica: leia com muita atenção os enunciados, analise atentamente cada alternativa relacionando-a com o enunciado e elimine o que parecer absurdo. Certamente assim, você diminuirá o número de opções e terá grandes chances de assinalar a correta.

A organização da prova de História da 1ª fase da FUVEST, assim como os principais vestibulares, segue um ordenamento cronológico nas questões. As primeiras questões geralmente são referentes à Antiguidade Clássica, embora no último ano (2015) a prova tenha se iniciado com uma questão sobre Egito Antigo.

Os conteúdos de História Geral e História do Brasil distribuem-se nas questões de forma equilibrada. Há uma predominância de questões de História do Brasil na prova da primeira fase, com especial destaque para o período Colonial, seguida de questões do período republicano. Não é possível observar um padrão na temática da prova, no entanto, alguns tópicos frequentemente ressurgem no vestibular da FUVEST, como Antiguidade Clássica (sobretudo Roma), Baixa Idade Média (Renascimentos Urbano e Comercial e Crise do Feudalismo), Brasil Colônia, Era Vargas e Movimentos sociais ocorridos no século XX, especialmente na América Latina. Outros temas como colonização da América, Renascimento Cultural e República Velha também são frequentemente trabalhados. Vale ainda ressaltar a presença nos últimos anos de conteúdos relacionados à história da África, temática incorporada na última década nos currículos escolares.

Em relação às habilidades exigidas pelo vestibular da FUVEST, observa-se uma maior presença de questões que tem como base a interpretação de texto para a resolução. Essa tendência pode ser verificada ao comparar as provas de 2014 e 2015: o último ano apresentou menos questões sem texto ou imagem para apoio, demonstrando uma maior ênfase no perfil interpretativo. Trechos de documentos políticos, de escritos filosóficos ou literários, de notícias vinculadas em periódicos ou de obras historiográficas recentes servem de ponto de partida para a associação com algum acontecimento histórico.Em alguns casos a resposta pode ser obtida a partir da cuidadosa leitura e interpretação do enunciado, não sendo necessário que o candidato tenha algum conhecimento prévio sobre o assunto. Desse modo, é fundamental que o aluno tenha bastante atenção na leitura, uma vez que um descuido ou uma palavra não lida pode levar o candidato a marcar uma alternativa incorreta.

Ainda assim, o aluno irá se deparar com questões de enunciado sucinto, que exigem o domínio prévio do conteúdo para a resolução. Exemplo desse tipo de questão é a que solicita ao aluno contextualizar o surgimento do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (prova de 2015) sem nenhum tipo de informação complementar.

Aliás, pelo fato de as questões serem de múltipla escolha, a atenção deve ser redobrada. Muitas vezes, as diferenças entre as alternativas são bastante sutis, especialmente em questões de interpretação. O aluno deve também fazer uma análise crítica dos termos que aparecem nas alternativas, que podem, por exemplo, ser invalidadas ao cometerem anacronismos ou imprecisões históricas. Considerando que a prova de história exige uma leitura atenta do candidato, é fundamental que o aluno tenha um bom controle sobre o tempo total de execução das questões e da divisão desse tempo entre as disciplinas. Destinar pouco tempo à prova de história pode prejudicar o resultado final.

Além da interpretação de textos e documentos, ocasionalmente a prova da FUVEST também exige do candidato a capacidade de analisar tabelas e estabelecer relações entre dados numéricos e um determinado período histórico. Outra característica desse vestibular é a valorização de comparações entre diferentes regiões ou ainda períodos históricos, que devem ser feitas com precisão conceitual.

Nos dois últimos anos, a prova da FUVEST também contou com questões relacionadas aos livros da lista, buscando traçar paralelos históricos com suas narrativas. A presença de questões interdisciplinares é significativa, especialmente na segunda fase do vestibular.

O uso de imagens tem sido cada vez mais frequente. Em geral, os examinadores almejam que os alunos façam uma conexão entre a produção artística e sua historicidade, analisando-a enquanto documento histórico, bem como portadora de idéias dos artistas sobre a política, a sociedade ou mesmo a economia. Aspectos formais dificilmente são abordados.

De modo geral, as questões da primeira fase apresentam um grau mediano de dificuldade e abordam apenas temas clássicos abordados no Ensino Médio. Dificilmente serão tratados temas muito específicos ou que não estejam presentes na maior parte dos materiais didáticos e por isso, ao estudar, atenha-se às características principais de um período e não em todos os detalhes do acontecimento. Caso a questão exija algo muito específico, provavelmente o documento ou trecho de obra que a acompanha fornecerá indícios para sua resposta.

A prova de Matemática da 1ª fase da Fuvest, desde a inclusão das questões interdisciplinares, passou a contar com cerca de dez a doze questões em forma de teste. Por se tratar de uma avaliação de conhecimentos gerais, o que se pretende é apresentar uma prova que cubra os pontos mais importantes do programa de Matemática para o Ensino Médio, com questões de dificuldade médica.

A partir do vestibular 2007 a prova passou a ter 90 questões, dentre as quais sempre 10 ou mais questões foram de Matemática, tornando assim menor a quantidade de assuntos distintos a ser cobrados.

Fica evidente que a abordagem dos temas exige do candidato domínio em todas as áreas. Além disso, com as questões interdisciplinares, exige-se do candidato que ele tenha, além do domínio do conteúdo, capacidade de aplicá-lo em situações-problema. É um vestibular bastante criativo que a cada ano consegue abordar uma série de temas parecidos de maneiras bem diferentes e que mescla dois tipos de questões:

1) teóricas: normalmente têm enunciado mais claro, porém exige que o aluno tenha raciocínio abstrato e resolução mais elaborada. Dentre as questões teóricas, os temas mais comuns são geometria plana (com ênfase em triângulos e circunferências), geometria analítica, geometria espacial, trigonometria (equações trigonométricas e problemas geométricos) e polinômios (gráficos e relação entre coeficientes e raízes).

2) práticas: com enunciados mais difíceis, espera-se que o candidato consiga aliar raciocínio com algumas ferramentas matemáticas para resolver determinada situação-problema. Tais questões normalmente têm resolução mais simples e a grande dificuldade fica restrita à interpretação do enunciado. Dentre as questões práticas, os temas mais comuns são porcentagem, juros, equações e funções de primeiro e segundo grau, aritmética (problemas sobre divisão, mmc, mdc), análise combinatória e probabilidade.

Nos últimos cinco anos, podemos notar uma tendência na 1ª fase do vestibular da Fuvest: a abundância de exercícios sobre Geometria. Ora geometria espacial com cálculos de área e volumes, ora geometria analítica voltada, principalmente, às circunferências e pontos de tangência, ora geometria plana com relações entre triângulos, semelhanças e áreas.

Outro tema que sempre podemos encontrar nessa prova é Logaritmo. Como característica de prova, a Fuvest consegue relacionar este tema com assuntos distintos em uma mesma questão: sejam com desigualdades, ou como funções logarítmicas, ou até mesmo com equação que contenha senos e cossenos. Ressaltamos que a função Exponencial também pode estar na mira das próximas provas da Fuvest.

Encontramos, não por menos, as famosas progressões Aritméticas (P.A.) e Geométricas (P.G.). De 2009 a 2013, pelo menos uma questão da prova abordou uma dessas sequências. Nesses anos, fica clara a preferência por progressões aritméticas às geométricas: das seis questões, quatro são de P.A.. Vale lembrar que podemos relacionar estas sequências com diversos temas, sendo Juros Compostos o favorito da Fuvest para abordar as progressões geométricas.

Um dos assuntos que são mais lembrados na 2ª fase e que não podemos esquecer na 1ª fase é Análise Combinatória. Muitas vezes, este vem acompanhado da temida Probabilidade. As questões com esses temas não precisam de muitos cálculos e conteúdo, mas é necessário raciocínio rápido e conhecimento sobre o tema.

Por mais que a prova da Fuvest seja tão temida por muitos estudantes, as questões da primeira fase vêm trazendo temas de Matemática Básica. Assuntos como Porcentagem e Razão e Proporção tem sido tratados com certas contextualizações.

Um dos assuntos que vem sempre acompanhado de outros é Trigonometria: seja relacionado com as geometrias (espacial, analítica e, principalmente, plana), seja acompanhado numa equação logarítmica, seja num sistema linear de duas variáveis. Perceba que todas as questões não exigiam muito do aluno, sendo necessário ter noções básicas das relações trigonométricas (relação fundamental), sinais (senos, cossenos, tangentes), arcos notáveis e arcos duplos. Vale lembrar que Lei dos Cossenos e Lei dos Senos são ótimos exemplos onde a trigonometria se esconde e excelentes ferramentas na prova de geometria plana!

A Fuvest costuma trabalhar com questões mais abrangentes, onde uma boa leitura é o primeiro passo para que se consiga resolver suas questões. A prova exige que o aluno possua conceitos bem definidos, em relação aos tópicos mais recorrentes da química abordada no ensino médio e que seja capaz de fazer relações entre o que está descrito no enunciado e seu próprio conhecimento da disciplina. Questões de teor interdisciplinar juntamente com conceitos químicos são comuns.

Para resolver as questões de Química descritiva, os vestibulandos também precisam lembrar das características mais importantes dos elementos e substâncias mais recorrentes. Reconhecer o tipo de ligação destes compostos é uma boa dica, pois isto auxilia na resolução de perguntas sobre vários tópicos como: solubilidade, polaridade, condutibilidade, além de ajudar a lembrar da tendência de algumas propriedades como ponto de fusão, ponto de ebulição, entre outras.

Questões envolvendo diagramas, gráficos esquemas e figuras também são bem recorrentes, além de questões a respeito de termoquímica, soluções, equilíbrio, gases, ou outros tópicos, que na grande maioria utilizam-se das relações estequiométricas, bem como as grandezas de massa, volume, fórmulas moleculares, mol, concentração e percentagem.

Nesta fase da Fuvest, vários assuntos podem ser abordados em uma só questão. A estruturação do pensamento, focando cada informação fornecida individualmente para identificar sobre qual assunto ela trata e só depois, tentar estabelecer uma relação entre os tópicos diferentes é uma estratégia bastante útil neste tipo de questão. Abaixo estão algumas dicas para os temas mais recorrentes na primeira fase da Fuvest:

Reações Inorgânicas: É bem recorrente o aparecimento de questões envolvendo as reações mais usuais abordadas no ensino médio, como reações de neutralização (entre ácidos e bases), oxirredução, simples troca, dupla troca, entre outras. Vale apenas se ressaltar que o primeiro passo para a resolução dessas questões é um bom conhecimento a respeito do NOX dos principais cátions e ânions e sua nomenclatura. A partir daí é possível se determinar os produtos da reação e realizar o seu balanceamento.

Lei dos Gases: Ao se tratar de reações, prestar atenção nas proporções estequiométricas e, é claro, não se esquecer da equação dos gases ideaispV=nRT.

Equilíbrio químico: É fundamental saber identificar os fatores que causam o deslocamento do equilíbrio químico, segundo o princípio de Le Chatelier. Ocasionalmente, aparecem exercícios que exigem o cálculo da constante Kc, ou da concentração de alguma espécie a partir de informações presentes em gráficos ou tabelas, além de exercícios exigindo a relação entre soluções e seus pH.

Química orgânica: Normalmente envolvem reações mais usuais e o conhecimento a respeito dos grupos funcionais e suas principais reações costumam ser um bom ponto de partida para a resolução de questões desse tópico.

O modelo atual do vestibular da Fuvest, com a mudança em 2007 de número de questões e 2008 de formato, é composto de 5 questões com perguntas e alternativas em português. Nos últimos 4 anos, de um total de 20 questões, em apenas 1 questão foi cobrado conhecimento de gramática, o que torna a prova essencialmente interpretativa.

Um comentário bastante importante é em relação às fontes dos textos do vestibular da FUVEST: são priorizados textos originários do The Economist, Newsweek, The New York Times , New Scientist e Time Magazine.

2ª FASE

Na prova de Língua Portuguesa da segunda fase da Fuvest, temos 10 questões dissertativas que abordam de forma híbrida os conhecimentos de Interpretação de Textos, Gramática Aplicada e Literatura, não ocorrendo, na verdade, a topicalização dos assuntos.

Nos últimos anos, as questões têm sido permeadas por imagens, trechos literários, textos jornalísticos e publicitários, o que exige do aluno uma leitura atenta e precisa dos enunciados das questões para compreender as articulações propostas. A atenção é um item fundamental tanto para a resolução da prova de Português quanto para a construção da redação, cuja coletânea tem refletido o estilo da prova, exigindo do aluno a interpretação e o manejo de itens verbais e não verbais.

O hibridismo das questões da prova abre um leque de possibilidades com relação à leitura e à compreensão de diferentes gêneros e modos de apresentação textual, por meio de gráficos, charges, tirinhas ou anúncios. O aluno deve estar atento às relações entre as imagens e os textos, articulando em sua resposta uma análise que consiga abarcar os diferentes sentidos das mensagens expostas. Os conceitos aprendidos durante a vida escolar, como as figuras de linguagem, os recursos poéticos, os pressupostos e subentendidos, a polissemia e ambiguidade, bem como noções sobre variação linguística e semântica aparecem com frequência, exigindo um conhecimento, ainda que mínimo, sobre esses termos técnicos para que sejam utilizados em uma resposta clara e coerente.

Da mesma forma, a prova da Fuvest espera que o aluno reconheça e saiba classificar também os fenômenos gramaticais, como os aspectos sobre concordância, tempos verbais, formas de discursos, pontuação etc. Esse conhecimento “gramatiquês”, muitas vezes, não é pedido claramente no enunciado, mas acaba sendo exigido implicitamente nas questões de reescritura e correção gramatical.

O tradicionalismo das questões de literatura da Fuvest tem sido gradativamente modificado; atualmente, as questões abordam excertos das obras de leitura obrigatória e seleciona tanto trechos de prosa quanto de poesia para a constituição das questões. Obviamente, o aluno precisa ler integralmente as obras exigidas pelo vestibular; no entanto, o acréscimo de dados nos enunciados das questões, como dados externos atuais e textos críticos, permitem ao aluno um espaço comparativo e crítico maior para a resolução das questões sobre literatura.

Todos os aprovados para a segunda fase da Fuvest devem fazer questões dissertativas de química, seja somente no dia de "Conhecimentos Gerais", seja também no dia de "Conhecimentos Específicos" (com uma esperada dificuldade maior em relação ao dia anterior, contabilizando um total de 6 questões dissertativas de química).

Na prova de conhecimentos gerais os temas mais recorrentes são diferentes cálculos químicos empregando conhecimentos básicos em química, como o balanceamento de reações inorgânicas mais comuns e equilíbrio químico. Também é recorrente o aparecimento de questões sobre química orgânica, que exigem o conhecimento sobre os grupos funcionais e diferentes reações entre eles.

A prova de conhecimentos específicos costuma abordar além dos temas da prova de conhecimentos gerais, outros temas como os diferentes tipos de ligações químicas, ligações intermoleculares, reações orgânicas e inorgânicas, eletroquímica, entre outras. As questões quase sempre exigem a leitura atenta para a completa interpretação de esquemas e gráficos.

As questões da segunda fase da FUVEST exigem a capacidade de se relacionar diferentes temas (principalmente nas questões gerais), além da interpretação dos dados do enunciado, em diferentes formas como tabelas e gráficos.

Alguns temas de destaque, nessa prova são:

Química Descritiva: Assim como na prova da primeira fase, a segunda fase da FUVEST exige do aluno conhecimentos em Química Descritiva, ou seja, familiaridade com as substâncias mais comuns e utilizadas nas salas de aula e suas propriedades.

Estequiometria: Está presente em muitas questões associada a outra tópicos que envolvem cálculos. Na segunda fase, as questões quantitativas são apenas mais trabalhosas. É preciso tomar mais cuidado com as unidades e resolver cada passo calmamente, observando sempre se os reagentes apresentam impurezas e se o rendimento é total (100% ou não).

Lembre-se de que uma questão trabalhosa não é necessariamente uma questão difícil, mas apenas uma questão mais longa, que merece mais atenção. Eventualmente pode ser cobrada a identificação do reagente limitante (é o que se encontra em menor quantidade considerando as proporções definidas pelos coeficientes estequiométricos) ou do reagente em excesso (que não reage completamente por se encontrar em quantidade maior do que a definida pela proporção estequiométrica).

A estequiometria serve de base para a resolução de questões que abordam cálculos de concentração em suas unidades mais usuais (mol/L, percentagem, ppm, g/L) e questões que envolvem gases, através da lei dos gases ideais (pV=nRT).

Química orgânica: É exigido o conhecimento das principais funções orgânicas e nomenclatura de seus compostos, além das reações orgânicas mais abordadas no ensino médio, lembrando que muitas vezes as questões trazem apenas os nomes dos compostos sem suas estruturas.

Geralmente as questões trazem nos enunciados, exemplos de reações que ajudam na resolução do problema. Uma boa estratégia é procurar quais funções as moléculas do exemplo e as da questão possuem em comum e verifique se é possível efetuar em ambas as mesmas transformações.

Eletroquímica: Em quase todos os anos, aparece no mínimo uma questão sobre este assunto, com um nível de dificuldade mais alto que as questões que surgem no vestibular da UNICAMP, por exemplo. Muitos enunciados pedem para escrever a equação química balanceada que representa a reação que ocorre na pilha ou na eletrólise. Também é importante saber obter diversas informações a partir dos valores de potencial de redução como, por exemplo: qual é a substância mais adequada para um determinado processo ou qual será o sentido da movimentação dos elétrons.

Equilíbrio: Os problemas sobre equilíbrio químico (principalmente para ácidos e bases), quase sempre estiveram presentes nos vestibulares da 2ª fase da Fuvest e na maioria das vezes são simples. Exigem que o candidato saiba identificar um sistema em equilíbrio através de gráficos e figuras, fazer cálculos básicos envolvendo constante de equilíbrio e prever os efeitos de fatores que perturbam os equilíbrios. Obs.: na prova da Fuvest os ácidos e bases são normalmente abordados apenas segundo a teoria de Arrhenius (ácidos liberam próton e bases liberam hidroxila).

Termoquímica: Como para todos os vestibulares, é importante saber calcular a variação de entalpia de um fenômeno a partir de: entalpias de formação, entalpias de combustão, variações de entalpia de outras reações (lei de Hess) e de valores de energia das ligações.

A característica marcante da primeira fase da FUVEST - uma prova conceitual e abrangente - continua sendo evidente na prova de segunda fase. Apesar da mudança no formato da prova da segunda fase, o candidato deve esperar enunciados curtos e diretos. Em geral, não há dificuldade em se entender qual o objetivo da questão. Além disso, geralmente não há muitos itens por questão, o que reduz a extensão da prova.

Assim como na primeira fase, a prova de Zoologia cobra a associação entre características peculiares e o grupo em que ocorre. Continua sendo fundamental conhecer as características distintivas em cada um dos filos em Metazoa e de cada uma das classes de vertebrados.

A prova de Ecologia apresenta questões clássicas, contemplando tópicos como funcionamento de cadeias e teias alimentares, ciclos biogeoquímicos e interações entre os seres vivos. Outros assuntos são cobrados com menor frequência.

Biologia Celular continua sendo um tema frequente. Ao contrário da primeira fase, onde se cobra com frequência conhecimentos acerca do ciclo celular, na segunda fase as questões voltam-se para a bioenergética, abrangendo conceitos da fotossíntese e respiração celular.

Fisiologia. Nos últimos anos foram cobrados conceitos de sistema digestório, circulatório e excretor. O sistema endócrino abordando alças de retroalimentação dos principais hormônios e os efeitos fisiológicos causados é outro tópico sempre aparece. Vale a pena lembrar sobre as definições de endotermia e ectotermia, e como essas duas estratégias de regulação da temperatura corporal podem ser expressas em gráficos comparativos.

Em genética, há a tendência de a prova apresentar questões de genética molecular, falando sobre mutações, transcrição e tradução e síntese de DNA. As questões de genética clássica sempre estão relacionadas a cruzamentos e análise de heredogramas.

Botânica aparece com mais frequência associada a aspectos evolutivos. Dessa forma, comparação entre os ciclos reprodutivos dos grandes grupos, associando as modificações nos ciclos à progressiva independência da água para a fecundação, importância dos processos de polinização e dispersão de sementes, a importância e a história do surgimento dos tecidos condutores de seiva são tópicos importantes para essa prova. Um assunto clássico de fisiologia vegetal, muito frequente na prova da FUVEST, é a transpiração foliar, associada à condução de seiva.

A segunda fase do vestibular da Fuvest mantém o caráter abrangente da prova, privilegiando uma abordagem crítica sobre o processo histórico de organização e apropriação do espaço pelas diferentes sociedades, o papel da técnica e da tecnologia nos processos de desenvolvimento e de aproveitamento dos recursos naturais e os impactos sócio-ambientais decorrentes.

A capacidade de interpretação de mapas, tabelas, gráficos, fsiguras e textos é uma das competências mais valorizadas nesta fase.

As questões de Geografia do Brasilvalorizam as temáticas: Economia (processos históricos do desenvolvimento regional e industrial; disparidades regionais; redes e fluxos; conseqüências da globalização e do neoliberalismo; impactos ambientais das atividades econômicas); Física (hidrografia; oceanos e mares; caracterização dos domínios morfo-climáticos e problemas ambientais decorrentes da ação antrópica; unidades do relevo); Agrária (estrutura fundiária; modernização da agricultura; expansão da fronteira agrícola); População / Social (demografia; fluxos migratórios; populações tradicionais).

As questões de Geografia Geral são elaboradas em torno de três temáticas centrais: Economia (efeitos da globalização e do neoliberalismo; processo histórico de industrialização; recursos naturais; blocos regionais); Física (tipos de climas; processos tectônicos; características e localização de formações vegetais); Política (nova ordem internacional; conflitos contemporâneos).

As questões quando não baseadas em mapas, imagens, tabelas e gráficos, tendem a ser bem diretas, exigindo um conhecimento aprofundado de conteúdo dos alunos.

A prova de Física da segunda fase da Fuvest era, até 2009, composta por dez questões dissertativas, realizada no quarto dia de provas. Não era uma prova comum a todos os candidatos, mas cursos de alta demanda, como Medicina e Engenharia, tinham de fazê-la. Desde o vestibular Fuvest 2010, embora não exista mais uma prova específica única de Física, a disciplina aparecerá no segundo dia de provas para todos os candidatos, e no terceiro dia para algumas carreiras. A prova do segundo dia tem duas questões enquanto que a específica têm seis questões, cada uma com dois a quatro itens (em ambos os dias). A maneira como os conteúdos dessa disciplina são abordados não mudou de maneira significativa, de modo que suas questões tendem a ser bem mais específicas e seletivas do que aquelas da primeira fase e, portanto, tendem a abordar situações de maior complexidade, exigindo raciocínio, capacidade de abstração e um forte domínio dos conceitos da Física.

Felizmente, a Fuvest tem colocado, em quase todas as questões, quadrinhos denominados "Note e Adote", onde são fornecidas praticamente todas as fórmulas necessárias à resolução da questão, de modo a privilegiar o raciocínio do aluno em detrimento da memorização de fórmulas. Assim, deixa-se claro que a prova está procurando selecionar aqueles alunos que saibam raciocinar e não decorar. O grande problema enfrentado pelos alunos, e ponto de reclamação há anos, é o espaço destinado à resolução das questões.

Como dica, recomenda-se ao aluno que sempre procure destinar o espaço para o raciocínio e para a argumentação. As contas devem ser apenas indicadas com a correta substituição dos dados e o valor final. Contas intermediárias devem ser feitas apenas no rascunho e não transpostas para o espaço da resolução. O aluno é orientado, sempre que possível, a trabalhar com as letras para as variáveis e substituir os números apenas no fim. Além de ficar treinado na resolução de exercícios literais propriamente ditos, isto economiza tempo com contas intermediárias e também minimiza erros, afinal, é muito mais fácil esquecer uma potência de 10 numa divisão com muitos termos do que esquecer uma letra. De qualquer maneira, as principais etapas intermediárias devem ser explicitadas, não sendo recomendada apenas a indicação da primeira fórmula e o valor final de um desenvolvimento complexo.

Vamos fazer uma descrição da abordagem que a Fuvest vem dando para cada um dos tópicos da Física.

Cinemática – Costuma-se cobrar movimento uniformemente variado e lançamento oblíquo, outra abordagem comum é um movimento separado em trechos, onde um trecho se dá com movimento uniforme e outro com movimento uniformemente variado. O aluno deve estar atento às fórmulas do movimento uniformemente variado, notadamente a equação de Torricelli, e lembrar que o lançamento oblíquo é uma composição de dois movimentos, um movimento uniforme na horizontal e um movimento uniformemente variado na vertical, com aceleração da gravidade e saber relacionar esses dois movimentos através do tempo. Entretanto, ultimamente a Fuvest têm abordado mais questões de movimento circular (uniforme e uniformemente variado), mesmo que em conjunto com outros assuntos, como por exemplo na gravitação.

Dinâmica - Os conceitos cobrados dessa parte na 2ª fase são conservação da energia mecânica, força centrípeta e conservação da quantidade de movimento. Aparece como sendo um dos primeiros assuntos nas provas dos anos mais recentes. Esses conceitos podem ser abordados em uma mesma questão, exigindo do candidato uma visão global da Mecânica para poder utilizar cada um deles no momento correto. A força resultante centrípeta, bem como conceitos relacionados ao movimento circular uniforme (período, velocidade angular), aparece muitas vezes em contextos como o de gravitação.

Estática e Hidrostática - Ao contrário da primeira fase, questões envolvendo equilíbrio de torques sobre corpos extensos são muito raras na 2ª fase da Fuvest. Por outro lado a incidência de questões que tratam de equilíbrio de forças na presença de forças elétricas e magnéticas é grande. Hidrostática tem sido um assunto pouco cobrado na segunda fase. Era comum questões que envolviam o princípio de Arquimedes e o movimento de corpos dentro da água, onde muitas vezes são estabelecidas relações com conceitos da Termodinâmica, como transformações isobáricas e isotérmicas. Nos últimos anos, esse assunto não tem aparecido, mostrando uma forte mudança na tendência das provas da Fuvest.

Termologia - Geralmente presente com uma questão, esse assunto é cobrado normalmente em situações de aquecimento de líquidos e gases. Diversas questões recentes mencionavam uma vazão de água que era aquecida por resistores ou por calor rejeitado por uma máquina térmica, servindo para controlar a temperatura do sistema. O candidato deve estar atento para relacionar conceitos de potência dissipada num resistor e potência necessária para aquecer ou mudar de estado uma substância. Outra parte importante é a Termodinâmica, exigindo noções de máquinas térmicas e principalmente a Lei Geral dos Gases Perfeitos, que rege as transformações sofridas por um gás ideal.

Ondulatória - Assunto que ficou esquecido por alguns períodos da prova da segunda fase e que raramente tem caído na segunda fase nos últimos anos. Além da relação fundamental v = λf, e da formação de ondas estacionárias em cordas e tubos, princípio da superposição e interferência (construtiva/destrutiva) de ondas geradas por fontes separadas entre si são tópicos que tem se mostrado presente, quando caem.

Óptica - Normalmente cobrada sob a forma de construção geométrica de imagens, geralmente com espelhos planos que tem alguma região de reflexão restrita por paredes ou anteparos. Recomenda-se que o candidato tenha uma régua disponível para o traçado dos raios e prolongamentos. Além disso, o aluno deve estar atento à simetria existente entre objeto e imagem no caso do espelho plano, e estar habituado a usar a geometria plana, sobretudo semelhança de triângulos, para construir corretamente a imagem. Questões menos geométricas e mais analíticas, envolvendo a equação de Gauss, também tem aparecido e vale lembrar que, por este ano de 2015 ser considerado o “Ano Internacional da Tecnologia da Luz” e ter ocorrido vários eventos universitários envolvendo o tema, pode ser que na Fuvest 2016 caia questões relacionadas ao assunto. Vale lembrar que este ano foi comemorado 25 anos do lançamento do telescópio espacial Hubble em conjunto com o anúncio de que ele será desativado.

Eletrostática - A Fuvest adora apresentar uma figura indicando as linhas equipotenciais de um campo elétrico criado por uma ou duas cargas próximas entre si, e pedir comparações entre os sinais ou os módulos das cargas. O aluno deve lembrar que as linhas equipotenciais, por definição, são aquelas em que o potencial eletrostático é constante em qualquer de seus pontos, e têm ainda a propriedade de serem perpendiculares às linhas de força do campo elétrico em qualquer ponto. Alternativamente, também aparecerem questões envolvendo movimento de cargas elétricas na presença de um campo elétrico uniforme, sendo que nesse caso a carga fica submetida a uma força elétrica dada por F = qE.

Eletrodinâmica - As questões dessa parte da prova costumam ser muito originais na Fuvest. Já apareceram questões envolvendo painel solar, diodo, resistor não-ôhmico, baterias que atuam ora como gerador, ora como receptor, e resistências variáveis com a temperatura (assuntos que não são abordados no ensino médio ou, quando são, abordam superficialmente). A questão quase sempre exige a construção de curvas características U x i para esses elementos, bem como o conhecimento das relações de potência gerada e dissipada num circuito.

Eletromagnetismo - Geralmente aparece alguma questão na prova, focando principalmente na força magnética atuando numa carga em movimento (força de Lorentz) e no conceito de corrente e força eletromotriz induzida. O candidato deve estar preparado, sobretudo, para ter visão espacial (3D) da situação proposta, pois um exercício de Eletromagnetismo nunca se resolve apenas num plano. Atenção sobretudo para a complexa situação em que o campo magnético não é nem perpendicular e nem paralelo à velocidade da carga, pois nesse caso o movimento da partícula será uma hélice. Também deve estar bem entendida a lei de Lenz, para determinação da intensidade e do sentido de circulação da corrente induzida numa espira quando imersa num campo magnético que tem fluxo variável no tempo.

Física Moderna - Assim como a Unicamp e outros Vestibulares, a Fuvest segue a tendência de incluir Física Moderna no seu programa. Já havia a incidência de radioatividade tanto na Química quanto na Física nas provas de 2ª. Fase. Em 2010 a primeira questão cobrou a relação massa-energia E=mc2 de maneira muito básica. Uma tendência forte é a inclusão de Efeito Fotoelétrico também, assunto que foi cobrado na última questão da prova do segundo dia de 2012.

Fundamentos da Física - Relações entre grandezas nem sempre usuais podem ser cobradas, envolvendo outro tópico da Física. Em 2010, já com o novo formato, a primeira questão envolvia Física Moderna, mas essencialmente exigia habilidade de relacionar as grandezas apresentadas, pois a equação era dada e todos os itens necessários à resolução da questão eram dados no quadro "Note e Adote".

Obs.: Este vestibular frequentemente utiliza a palavra estime, quando na verdade pede para o candidato calcular uma determinada grandeza utilizando equações ou fornecidas ou que o aluno já conheça. Esta abordagem pode gerar confusão perante as questões de estimativa presentes no vestibular da UNICAMP.

Com a mudança no vestibular 2010 notamos que as provas de matemática dos dois últimos dias apresentam questões similares às da primeira fase, ou seja, questões teóricas e questões práticas. As questões teóricas têm, em sua grande maioria, enunciados claros, curtos e objetivos, e exigem bom nível de abstração e raciocínio, além de grande domínio em praticamente todas as áreas.

Como na primeira fase, dificilmente aparecem vários temas distintos em uma mesma questão. Dentre essas questões, notamos que os temas mais recorrentes

1) geometria plana, com uma grande ênfase em triângulos, circunferências e, principalmente, essas duas figuras em um mesmo problema.

2) geometria espacial, onde notamos que as questões geralmente abordam sólidos distintos, porém os exercícios quase sempre pedem que o aluno determine o volume do sólido.

3) geometria analítica, onde em quase todos os anos notamos a presença de exercícios sobre retas.

4) trigonometria, assunto cobrado praticamente em todos os anos, com dois tipos de questões:

a) problemas geométricos, onde o candidato quase sempre utiliza recursos como as definições básicas (seno, co-seno, tangente) e relações como a lei dos senos, lei dos co-senos e Pitágoras.

b) problemas algébricos, onde o candidato acaba utilizando fórmulas como soma de arcos, transformação em produto, etc.

5) polinômios, onde na maioria dos casos o candidato trabalha com relações de Girard e, após isso, tem que determinar quais são as raízes do polinômio.

6) números complexos, onde o candidato tem que utilizar determinadas propriedades dos números complexos (conjugado, módulo, definições de parte real e parte imaginária, potenciação, etc) para resolver equações com coeficientes complexas ou encontrar números complexos satisfazendo determinadas condições.

7) funções, onde na grande maioria dos casos o candidato deve conhecer as propriedades básicas das funções elementares (primeiro e segundo grau, polinomial, modular, exponencial e logarítmica), saber traçar seus gráficos e determinar quando essas funções são iguais, ou seja, quando seus gráficos se cruzam (graficamente e algebricamente).

Além desses temas, podem ser cobrados temas como progressões (aritmética e geométrica), matrizes, determinantes, sistemas lineares, etc.

As questões práticas, novamente, abordam conceitos como porcentagem, médias, aritmética, equações de primeiro grau, etc., onde o candidato tem apenas que interpretar o enunciado. Normalmente, são questões onde não se exige grande abstração, apenas boa capacidade de leitura.

Desde 2010, com a reformulação da segunda fase da Fuvest, a disciplina de inglês passou a fazer parte do conteúdo abordado na prova de conhecimentos gerais. Nessa prova, nos últimos anos, foram cobradas duas questões de inglês, com respostas escritas em português.

Observando o modelo dos últimos anos, espera-se que a prova contenha, além de textos, imagens e quadrinhos, o que cria a necessidade de uma interpretação e contextualização do aluno em relação ao conteúdo abordado.

O vocabulário cobrado, apesar de mais complexo do que o da primeira fase, é acompanhado de imagens e torna ainda mais importante interpretação do candidato e a boa formulação das respostas, já que essas são dissertativas.


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