HISTÓRIA - AFA

ACADEMIA DA FORÇA AÉREA

A história da Academia da Força Aérea está intimamente ligada à história da Força Aérea Brasileira. Falar da Academia sem falar da história da FAB seria deixar uma lacuna no passado da formação dos oficiais da Aeronáutica.

O INÍCIO

A idéia de criar a Força Aérea remonta à I Guerra Mundial, quando coube à Marinha tomar a iniciativa de organizar o primeiro núcleo militar de aviação do Brasil. Estava, pois, dado o primeiro passo. Pelo Decreto nº 12.167, de 23 de agosto de 1916, o então Presidente da República Wenceslau Braz, funda a Escola de Aviação Naval, enquanto o Ministro da Marinha, Almirante Alexandrino Faria de Alencar, iniciava as negociações para a aquisição dos primeiros aviões Militares Brasileiros, a fim de equipar aquela Escola. Foram três Curtiss, modelo F, adquiridos do Estados Unidos. O Exército só iria ter sua Escola de Aviação Militar após o término da Guerra . Em 15 de janeiro de 1919, pelo Decreto 13.417, foi aberto um crédito de dois mil contos de réis, para que se organizasse o serviço de Aviação Militar. O serviço foi provido de infra-estrutura, adquirindo-se aviões e outros materiais necessários. Foram contratados também professores para a escola, além de operários para a manutenção.

A inauguração oficial da Escola de Aviação Militar ocorreu no dia 10 de julho de 1919, sendo o Ten Cel Estanislau Vieira Pamplona seu primeiro Comandante. Os aviões da Escola, vindos para o Brasil em 1919 e 1920, eram franceses, da I Guerra, da marca Nieuport e Spad 84 "Herbermont". A criação de uma Força nova e independente, porém, há muito fazia parte das cogitações de muitos idealistas, destacando-se, no Ministério do Ar, o Major Lysias Augusto Rodrigues, aviador militar. O Major Lysias levantou a sua voz entusiasta, de modo prematuro, numa época em que tanto a Aviação Naval como a Militar, não tinha alcançado, ainda, pleno desenvolvimento. Sua idéia ficou conservada durante muitos anos, concretizando-se com a eclosão da II Guerra Mundial.

O MINISTÉRIO DA AERONÁUTICA

O Ministério da Aeronáutica foi instituído pelo Decreto nº 2.961, de 20 de janeiro de 1941 e, logo após a sua criação, sentiu-se a necessidade de intensificar a formação de pessoal. A Força Aérea, em eminente expansão, devido às necessidades da Guerra, às portas do Brasil, obrigou-se a um programa de aceleração imediata do ritmo de formação de pessoal navegantes e especialistas. Além disso, o novo Ministério acabava de herdar das aviações do Exército e da Marinha, uma duplicidade de centros de formação que por razões óbvias, devia ser eliminada. Consequentemente, foram extintas a Escola de Aviação Militar e Escola de Aviação Naval, enquanto era criada a Escola de Aeronáutica, no Campo dos Afonsos, que iria centralizar toda a formação de oficiais aviadores. Na Ponta do Galeão, destinada à formação do pessoal de manutenção, foi criada a Escola de Especialistas de Aeronáutica, nas instalações da antiga Escola de Aviação Naval.

CONSTRUÇÃO DA NOVA ESCOLA DE AERONÁUTICA

Por meio do aviso nº 16, de 23 de janeiro de 1942, foi designada uma comissão de oficiais aviadores, com a finalidade de escolher um novo local, isento das limitações do Campo dos Afonsos, para a construção da nova Escola de Aeronáutica. Entre os lugares cogitados, foi selecionado no interior do Estado de São Paulo, destacando-se as cidades de Campinas, Pirassununga, Rio Claro e Ribeirão Preto. A escolha de Pirassununga decorreu das excepcionais características topográficas da área oferecida ( o local denominava-se Campo Alto, a leste da cidade). Ainda durante a II Guerra Mundial, iniciava-se a construção dos primeiros hangares da nova Escola de Aeronáutica. No ano de 1949, o Ministério da Aeronáutica designou um grupo de oficiais para apresentar projeto sobre a nova Escola, o qual resultou na Comissão de Estudos e Construção da Escola de Aeronáutica, que recebeu a incumbência de submeter à aprovação do Ministro da Aeronáutica a proposta de atualização do projeto da Escola, além de providenciar e fiscalizar a construção. Em 17 de julho de 1956, foi nomeada nova comissão para elaborar o projeto definitivo da Escola, que deveria atender as duas fases: mudança para Pirassununga do último ano do Curso de Formação de Oficiais Aviadores e, posteriormente, mudança completa da Escola.

DESTACAMENTO PRECURSOR DA ESCOLA DE AERONÁUTICA

Em 17 de outubro de 1960, foi inaugurado o Destacamento Precursor de Aeronáutica, durante as festividades da semana da Asa, com a presença do Exmo. Sr. Ministro da Aeronáutica, Ten Brig Ar Francisco de Assis Corrêa de Mello, do Governador do Estado de São Paulo e de outras autoridades. A nova Escola teve como primeiro Comandante o Major-Aviador Aloysio Lontra Netto

AS INSTALAÇÕES

As construções eram poucas e precárias, contando apenas com dois hangares. Os alojamentos, cassinos e instalações de infra-estrutura eram em sua maioria concentradas no antigo prédio da Divisão de Apoio. A pista antiga, no mesmo lugar da atual, era de menores dimensões e gramada.

MUDANÇA DE NOME

O ano de 1968 foi coroado com a chegada das aeronaves a jato T-37C, que marcariam o início de uma nova era. No dia 09 de setembro, foi realizado o primeiro vôo de instrução de Cadetes naquela aeronave. Em 10 de julho de 1969, a Escola de Aeronáutica passou a denominar-se Academia da Força Aérea, e, em decorrência, o Destacamento passou a denominar-se Destacamento Percursor da Academia da Força Aérea.

MUDANÇA DEFINITIVA PARA PIRASSUNUNGA

No ano de 1971, a Academia da Força Aérea foi transferida definitivamente, do Campo dos Afonsos para Pirassununga, sendo o seu primeiro Comandante o Brig Ar Geraldo Labarthe Lebre. Nessa época, o Corpo de Cadetes já havia sido removido da Divisão de Apoio, onde hoje é o alojamento dos praças , para o prédio do 4º Esquadrão, onde ficavam os Cadetes do último ano.

A ACADEMIA DE FORÇA AÉREA HOJE

As instalações da AFA foram construídas de acordo com um projeto (plano diretor), o qual pode ser modificado conforme com eventuais necessidades, desde que aprovado por autoridades competentes. A Academia dispõe de uma área construida de 215.246 m², sendo 141.800 m² de área administrativa e 73.246 m² de área residencial. Para seu funcionamento, a AFA possui uma Estação de Tratamento de Água com uma rede hidráulica medindo aproximadamente 15 km e mantendo uma capacidade/dia de 6.000.000 litros, utilizando as águas do Rio Mogi Guaçu; possui, no sistema de energia elétrica, 41 km de redes aéreas e subterrâneas de tensão, além de uma rede viária de 50 km e uma rede telefônica com cerca de 23 km.


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